Essa semana eu terminei de ler um dos livros de Anton Pavlovich Tchékhov. Não faça cara de interrogação, caro leitor blogístico. Ao menos uma vez na vida, as pessoas tinham de ler um russo. Esqueça, estou meio sem paciência de falar da biografia ou principais obras desse brilhante escritor e dramaturgo, google it!
"Nós não somos felizes, e a felicidade não existe; apenas podemos desejá-la"
Ah sim, agora vocês querem saber o motivo da minha ansiedade? Não somos tão íntimos assim, mas posso adiantar que são motivos, sim, odeio quando o plural aparece para mim assim. Um dos motivos é o fato de hoje ser domingo. Simples assim e basta. Os outros motivos, deixe-os lá dentro do meu diário. Estou tão inquieta hoje que já escrevi mais de 5 folhas por lá e, não me dando por satisfeita, estou aqui para replicar besteiras sem nexo.
"Nada une tão fortemente como o ódio - nem o amor, nem a amizade, nem a admiração"
"Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre"
A obra é preenchida com 12 contos que levam você a presenciar as pequenas tragédias que acontecem todos os dias com qualquer um. Basta existir para que drama te arranque um pedaço. Seu objeto é o homem comum, os funcionários públicos, uma inócua classe média (se é que se pode falar de classe média na Rússia novecentista); seu cenário é o cotidiano, a vida, sua abordagem é a sugestão, aquilo que não é dito, apenas sentido; seu tom é introspectivo, amargo, pessimista, típico de um homem que nunca se entregou a credos, típico de alguém que nunca se entregou a nada.
Em A dama do cachorrinho, Tchekhov criou o personagem
Gurov, homem casado, que, na estação de veraneio de Ialta, conheceu a dama do
cachorrinho, Ana Sierguieivna, mulher também casada, que, uma semana após o
primeiro encontro, levou-o ao seu quarto. O que se passa na mente de Ana e
Gurov, nesse primeiro encontro, é contado com sutileza e maestria por Tchekhov.
Passado algum tempo, Ana regressa para sua casa, numa província perto de
Moscou, e Gurov regressa a Moscou e reassume o seu trabalho no banco. Gurov não
conseguindo esquecer Ana, procurou-a mais tarde em sua casa; com medo de ser
descoberta pelo marido, prometeu encontra-se com ele em Moscou. A partir daí
passaram a encontrar-se a cada dois ou três meses; os amantes convencem-se de
que foram feitos um para o outro; mas não há uma solução definitiva para o
caso; Tchekhov deixa o desfecho por conta do leitor.
Tchekhov parece invadir o cotidiano de cada para contar aquilo que tentamos ultrapassar. Ele descreve o que tentamos esquecer, essas pequenas tragédias que nos acontecem e ainda temos esperança para continuar.
Ps.: Loiro, volta!!!
Ps2.: E ae, alguma balada pro feriado do dia 12? Estou aberta a convites.
Ps3.: Meo Deos, juro que vou vender para o SBT a história da minha vida no que diz respeito ao mestrado, quanto drama! Daria uma novela mais movimentada que 'A usurpadora'... Pena que eu não sei qual será o desfecho. A única verdade é que a mocinha da história sofre cada vez mais.
Ps4.: Penso demais na vida, shit!
DICA DA SEMANA: Quem precisa de dica sou eu, sou tão burra!


8 ovulações absurdas:
Bem, os russos são meus favoritos!!!!!
Kafka, com seu processo e aquela barata-bezouro-sabe-se-la-o-quê!
Dostoievski, com o seu se deus não existe tudo é permitido! rs
Sem falar do lindo Ana Kerenina do Tolstoi!!!!
Nunca li Tchekov, mas já ouvi um amigo bibliotecário dizer que o adora!!!
______
Quero muito voltar, vc sabe disso!!!
EStudo sempre que posso pro concurso da BCE. To bem dedicado!!!
Bjussss
:D
Falando em Russos, eu acho que Almas Mortas do Gogol é legal e Crime e Castigo do Dostoiévski tá aqui na fila dos livros que tenho para ler e não encontro tempo.
Eu sei da Anna Kournikova e da Maria Sharapova. Pode ser?
A gente vivencia felicidades sim. Não acredito é num estado de espírito felicidade, apenas em momentos felizes. O mesmo vale pra tristeza.
Amei esse filme!!!!!!Eu ainda não li “A dama do cachorrinho”, apesar de tê-lo na minha casa, mas pelo que eu vi no post irei gostar muito e até anotei na minha lista. A respeito dos personagens que Tchekhov criou: Gurov e Ana Sierguieivna me chamaram muita atenção pelo jeito que eles tratam o relacionamento, já que passam de casados para amantes. Mas afinal, porque apesar de se convencerem de que foram feitos um para o outro, ainda continuam casados? Depois de pensar um pouco, cheguei à conclusão de que eles têm medo da perda como todos nós temos, ou seja, tanto Gurov e Ana não querem perder o que construíram com os seus parceiros e muito menos perdê-los. O sentimento da perda é o que mais nos aflige, porque nunca nos imaginamos privados de alguma coisa e quando estamos, fazemos de tudo para fugir ou esquecer. É isso que acontece com esses dois personagens e com cada um de nós e Tchekhov consegue com sucesso invadir o cotidiano de cada para contar aquilo que tentamos ultrapassar, como está escrito no post. Eu particularmente estou muito animada para ler um livro desse russo!!!!
MEO DEOS!!!!!
Pritz, vc é a jovem mais bem instruída do mundo!
Continue assim!
Linda, karateka e inteligentíssimaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
:D
Loiro Boy, que bom que vc gostou do meu comentário, estou hiper feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!
O único livro russo que eu li foi "A Morte de Ivan Ilitch", serve?
de quem é esse livro?
Postar um comentário