1. Comecei a ler sozinha com pouca idade (três anos) e, todos os dias, ao acordar, me arrumava toda, colocava meus lápis e folhas dentro de uma sacola e me despedia da minha mãe dizendo que ia estudar. Não passava do portão, mas a sensação de autonomia era inigualável. Ficava em um canto da varanda quietinha, 'estudando'. Quando observava que crianças uniformizadas estavam pelas ruas, anunciava minha chegada à minha mãe.
2. Logo que comecei a ler, ganhei uma amiga e um cachorro imaginários que até hoje me lembro com saudade de ambos. Luciana tinha 16 anos na época e me ouvi sem pestanejar enquanto eu ainda gaguejava quando lia, já o Totó era um animal de estimação exemplar, latia apenas quando sentia medo. Luciana se despediu de mim quando eu tinha oito anos de idade, já o Totó morreu uns dois anos antes, pisoteado pela minha irmã que não entendia nada de imaginação.
3. Pelo simples motivo de viver falando com a Luciana e com o meu cachorro (meus pais achavam que eu falava sozinha. Humpf!), meus pais me levaram no médico e até no centro espírita. Não obtiveram respostas ao meu 'problema'.
4. Quando tinha 7 anos de idade, resolvi que seria freira. Para isso, além da catequese, tinha aulas com um diácono. Lia a Bíblia diariamente, terminando o livro sagrado por volta dos oito anos. Rezava em Latim, lia semanalmente a liturgia dominical, participava de estudos bíblicos e era um exemplo de menina. Isso durou até os 10 anos de idade, quando descobri que as questões me motivavam mais que as respostas.
5. Sempre digo que não gosto de assistir comédias românticas e que não faço o estilo frágil, muito menos sensível. Puro disfarce! Não vejo esse estilo de filme, pelo simples motivo de chorar muito, quase sempre. O filme acaba e eu continuo chorando desesperadamente, é muito deprimente. Sou tão frágil quanto finjo não ser.
6. Já fui vista como uma menina muito descolada e, por isso, fui convidada a integrar sexo grupal com mais outras 7 pessoas. Esse convite foi feito por um aluno meu. No entanto, esse não é o único caso de alunos que é interessante, já cheguei até a ganhar rosas vermelhas em sala de aula, com um cartão contendo apenas um ponto de interrogação.
7. Sempre fui desastrada. Isso, creio eu, não é nenhum segredo. Já cai de um palanque na sala de aula, em que eu estava ministrando literatura.
8. Desaprendi a andar de bicicleta e, desde então, acho que todas as experiências que um dia provei, podem se apagar da minha mente.
9. Já apostei que não ficaria muito tempo com alguém. Roses ganhou a aposta e eu ganhei um namoro duradouro com um ex-seminarista.
10. Não termino nunca relacionamentos, quando acho que estão para naufragar, pego o último bote salva-vidas e desapareço. Sou mágica.
Comentem minhas loucuras e contem suas 10 coisas!!!






