domingo, outubro 19, 2014

O fazer ciência colaborativa: prazer ou dever?


No trabalho final de graduação, este que vos fala estudou a relação entre orientadores e orientandos nos cursos de mestrado e doutorado. As perguntas eram: depois que acabam os cursos e as defesas foram realizadas, há colaboração efetivamente realizada ou só durante os cursos como prática incentivada pelas agências de fomento tais como CAPES e CNPQ? O que configura uma ciência colaborativa? Só artigos e livros em co-autoria já indicam colaboração científica? Nem todas foram respondidas, mas pelo menos levantadas.

O prazer é aqui entendido como um atributo/sentimento adivindo de uma ação praticada ou recebida. Imagina-se o prazer como uma sensação agradável, alegre, de tão boa se quer mais. Já o dever é uma coisa que se lhe é atribuída ou se esperado de alguém que faça, ressalte-se: pode ser também prazeroso o dever.

O fazer ciência é um ato de poder e dominação (vide o que os estudos subalternos e os de análise de poder e discurso, bem como os estudos pós-coloniais, vão criticar como sendo uma violência epistêmica, ideologia de dominação, silenciamento de vozes divergentes ou subalternas, etc). Dessa maneira, percebe-se que o fazer ciência é um fazer a partir de um ponto de vista, ou de uma necessidade considerada necessária, ou estratégica (hoje talvez essas estratégicas áreas são saúde e tecnologia, vide os financiamentos quase que exclusivos nessas áreas). Com esse impor, muitas pessoas obedece; quem nunca ouviu: "manda quem pode, obedece quem tem juízo"?

É isso que se percebe na pretensa "colaboração científica". Sabe-se que o trabalho colaborativo, em grupo, onde áreas transcisdiplinares se encontram e fazem a ciência progredir com mais rapidez, é bem visto pelas agências de fomento. Mas em especial, estas agências querem fomentar trabalhos em grupo, colaborativos, mais com o enfoque no controle das verbas do que no crescimento da ciência.

O que o trabalho de graduação mostrou foi que a parcela que segue trabalhando em colaboração, co-autoria, mesmo depois de findo o curso de pós, é um número muito baixo. E o elemento apontado como fator preponderante para tal seria justamente o prazer: o prazer de estar com alguém que seja legal, o prazer de pesquisar um tema de interesse, com um orientador, ou orientando, que respeita o outro e desenvolve uma verdadeira relação de reciprocidade, trabalho em equipe: elementos que a colaboração necessita para ser verdadeiramente entendida como colaboração; caso contrário é somente um número, índice, que na verdade as agências de fomento adoram: números!

quarta-feira, outubro 15, 2014

A filosofia da morte e o aprender a viver


Muitos filósofos pensaram sobre a morte: Descartes dizia que deveriamos exercitar o morrer a todo instante e o filosofar seria um bom instrumento para tal. Sócrates tinha tanta certeza na vida plena após a morte, que ao ser condenado a tomar a cicuta por "corromper a juventude" ele nem exitou e muito menos elaborou um defesa, aceitou e morreu, ou viveu no mundo perfeito das ideias (famoso mundo platônico das ideias, falsamente aplicado a ideia de amor irrealizável como forma de "amor platônico").

Mas o que percebemos na história do pensar humano, ou seja, da filosofia, podemos ver que a morte tomou dois caminhos: ou como fim total, aniquilação; ou como transição. Isso vai depender de como é visto o pós-morte: como nada, ou como existindo uma vida lá depois.

Sócrates foi um daqueles que acreditou que a vida após a morte não só existia como também seria a verdadeira vida, a vida plena, a vida no mundo das ideias perfeitas; o que significa que o o nosso estar aqui na Terra, ou nesta vida, seria somente um expurgar, um experimentar e a filosofia seria um bom exercício para esse pensar o morrer, ou em suas palavras " libertação".

Sartre já pensou diferente. Pensou que esta vida que temos é a única, ou pelo menos, a única que eu posso saber que há, e acima de tudo, que sou livre para guiá-la. Os existencialistas, como Sartre, vão falar de angústia da existência, um não saber o que fazer e ao mesmo tempo um poder fazer o que quiser. Algo que lembraria um pouco os epicuristas: viva o hoje, pois é tudo que temos.

Seja como transição para outra vida, ou como o fim da própria vida, a morte intriga a humanidade. Mas que tal deixarmos a morte de lado e ficarmos com o exercício filosófico do viver; e como bem lembra Confúcio: Aprenda a viver bem, e bem saberás morrer! 

domingo, maio 26, 2013

Diálogos Improváveis


Como você está solteira, decide resgatar aqueles contatos antigos. Vai que rola! Esse aqui eu resgatei de oito anos. Sempre teve uma tensão no ar . Agora, ele que está namorando... afff A vida é difícil mesmo. Mas nada impede de conversarmos e das pérolas abaixo aflorarem. Delieciem-se...




Possível Pretendente
Tem aquela historinha, né!?


polliana cristinapolliana cristina
que historinha?


Possível Pretendente
Sucesso profissional x sucesso amoeroticoafetivo.

polliana cristinapolliana cristina
poxa, nunca fui de acreditar nessas coisas, mas minha vida é muito isso 
uma pena, mas a vida tem disso 
se a vida quer que eu saia por aí solteira, é isso que farei! hahahahah 


Possível Pretendente
Tem que ser bem seguro, vc passa tanta firmeza que se eu não te conhecesse de antes teria ficado com medo 
Opa opa opa 
 
polliana cristinapolliana cristina
medo de que, rapaz? 


Possível Pretendente
De não corresponder intelectualmente e tal



Então, estou a procura de um cara suficientemente seguro. Senão, terei de falar na hora do flerte que faço é supletivo!

Aff.

Sem mais para o momento




segunda-feira, maio 06, 2013

Só porque é Triste o fim!



Não adianta! O fim não é bonito. Não me venha você, leitor (nem sei se teremos leitores depois desse hiato!) dizer que estou sendo imatura. Acontece que todos vêm com esse papinho de que quem é maduro deve conversar sobre o fim e tudo ficará bem. Haverá um abraço final e cada um seguirá saltitante, quem sabe até tomarão chá das cinco juntos, olha que ótimo! APAPORRA!!!

O fim não é isso! O fim não é maduro, o sentir não é racional. O fim é visceral, é triste, é dolorido. Principalmente quando você é surpreendido. Daí, fulano vem me mandar e-mail dizendo que o que acabou foi o namoro e não nossa relação. Desculpem-me os ouvidos sensíveis, mas Vai tomar no cu! 

Segui o conselho do querido poeta e romancista Victor Hugo (veja aqui o poema que estou falando) e chorei por dois dias consecutivos, dois longos dias de dor imensa. Como se eu quisesse expurgar de mim os vestígios desses quase três anos. Chorei, chorei, lamentei, pensei em sumir, pensei em largar tudo e virar hippie. E cá estou, pronta para coisas novas e mais rápido do que eu imaginava.

Engraçado isso. Na adolescência e início da vida adulta, as dores duravam mais. Hoje não. Parece que a vida atropela até as dores. Mas fico feliz, dois dias de luto é suficiente para um namoro de dois anos e oito meses! E tenho dito.

Fim de semana foi para apagar fotos, apagar e-mails. Afinal, nada mais certo do que o ditado popular: O que os olhos não vêem, o coração não sente. 

E que venha gente nova, gente decidida, gente que não esteja perdida por aí, gente independente, gente esforçada e com metas de vida, gente divertida!!! Que venha gente!




A música é o que me faz lembrar do fim.

Ps:. tive vontade de envenená-lo também. Mas passou.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Francês viaja o mundo e visita Palmas

Jérémy é um francês de 26 anos que está acostumado à globalização desde pequeno. Ele e sua irmã, ao se darem conta da grandiosidade do planeta Terra e de seus países, enumerou e decorou as capitais de todos os países deste nosso planeta. Formou-se em Turismo e não se satisfez com as práticas dos estágios. Quis o mundo como seu campo de estudo e saiu a "peregrinar" e experienciar a diversidade cultural global. Porém, sua maneira foi bem inusitada.
De muito planejamento saiu o projeto "Coup de pouce autour du monde" (algo como uma "mãozinha" ao redor do mundo). Com a brincadeira com as palavras, dar uma mãozinha, ele se valida de duas ideias: a atividade caroneira que se faz a beira da estrada indicando o polegar pra cima e a boa intenção das pessoas de o ajudar a seguir viagem, hospedando, guiando etc.
Isso mesmo, seu plano é viajar o mundo sem gastar dinheiro com meio de transporte.Ele já visitou toda a Europa, a África e as Américas. Pelo Brasil já visitou o sul, sudeste, nordeste e está seguindo para o norte até chegar a Venezuela. Palmas não ficou de fora dessa epopeia. Ele está no Tocantins para conhecer a mais nova capital planejada brasileira.

Para mais informações: http://tour-du-monde-autostop.fr/index1.php

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Da série: Diálogos Estranhos que as pessoas mantêm comigo I

Eu ia escrever um texto legal sobre como foi ir a um casamento pela primeira vez na minha vida (Sim, eu nunca antes nos meus 25 anos tinha frequentado uma cerimônia assim, a única coisa que eu conhecia de casamentos, era o que as novelas e filmes mostravam, isso acontece quando se estuda e estuda). Outra ideia de texto era escrever um lamento enorme como tem sido minha vida dominada pela OAB. Mas o destino me prega peças, imagine você que estou apenas verificando minhas mensagens no facebook e, de cara, recebo uma cantada de uma tcheco que conheci há 6 anos em Florianópolis. Sim, agora que estou namorando, um theco, que mais parece ser da raça ariana, resolve atentar a "brazilian princess". É dose. Mas o melhor ainda estava por vir.

Em uma conversa no facebook com um colega de primeira graduação que acaba de se casar, surge a fala:

"vc é esperta demais para casar, o casamento não é muito produtivo para determinadas pessoas que são lobos/lobas solitárias."

Minha cara: vácuo.

Cantada estrangeira do dia: "If I were just next to you, I would say how beautiful eyes you have and that I am completely lost in them."

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Iñárritu e Eastwood deixaram a desejar?

A coluna do Marcelo Leite, da FolhaOnline, dessa semana não me deixou muito a vontade. Ele afirma que vivemos num nicho em que pescoços pálidos e mordidas vampirescas pululam. E só porque Iñárritu e Eastwood se valeram de experiências para-normais eles deixaram a desejar.

Para quem não assistiu aos filmes:

Além da Vida – Um filme que trata do para-normal, do metafísico, do extra-humano. Três histórias se intercalam: um vidente que está cansado de entrar em contato com os espíritos pois viver da morte não é vida; uma jornalista renomada pela sua objetividade e cientificidade ao sobreviver da tragédia do tsunami experiência o quase morte e se torna desacreditada e dois gêmeos que sofrem com a vida, mas nunca reclamam e com a morte de um deles o outro sofre mais ainda e vai em busca de ajuda para tentar contato com o espírito de seu irmão querido, mas só encontra falsários. No final tudo se resolve. Hollywood, claro.
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Biutiful – Um pai dedicado, Javier Bardem, vive em Barcelona cuidando de seus dois filhos e tentando lidar com a ex-esposa, mãe das crianças. A grande sacada: Uxbal, Javier, tem apenas 2 meses de vida, tem um câncer terminal. Um pai que leva a vida sendo o elo entre os chineses contrabandistas os senegaleses e a polícia espanhola com subornos. Aliciador, com poderes para-normais. Sem ética nos tratos comerciais, mas cheio de amor com os filhos e muito preocupado de como os filhos serão cuidados quando da sua partida. Há uma grande discussão da continuidade da vida. O filme começa pelo fim, mostra-se a venda do túmulo do pai, as relações cachorras da vida, a parte mais desumana da vida, a parte mais desumana de Barcelona, que poderia ser São Paulo, Rio, Brasília, Miami, Tóquio....

Ao contrário do filme de Eastwood, Biutiful acaba deixando uma maneira para o próprio espectador juntar as pecas e entender tudo e fazer sua exegese e por que não sua própria catarse.

Mas o que quero falar é que Marcelo Leite cometeu um erro comparando esses dois filmes com esse nicho mercadológico vampiresco. Se ele não gosta das luas novas e dos crepúsculos tudo bem, mas comparar boas obras que discutem bem temas causticantes e pertinentes à própria vida com obras acertadamente inverossimilhantes é infantilidade de quem só quer ser do contra para tentar dizer que tem opinião própria.

terça-feira, dezembro 28, 2010

E o que você fez?

O que eu tenho a dizer aos meus queridos da Trindade Ovulante


É só chegar fim de ano que nós começamos a entrar em uma onda cíclica, o de sempre toma lugar. Reflexões, abraços, presentes, post da Rose (única época do ano que ela posta aqui!). Acho que isso é porque não importa para onde vamos, nós ouvimos o melô depressivo de fim de ano na voz de nossa querida ídola Simone (ironia mode on), escute e sofra com isso aqui. Car**ho, não há coisa mais triste do que você ouvir da Simone e das  Garotas de Petrópolis, "Então é Natal, E O QUE VOCÊ FEZ?"... Whaaaaat? Como assim, quem é você para me fazer sentir mal, pessoa? E você, Simone, o que tem feito? Simone não morreu?Nos anos passados eu fiz joguinhos aqui no blog, fizemos listas de coisas que não faríamos, vocês se lembram? Está tudo aqui.

A verdade é que essa época é sempre de balanço. Sei que alguns acham isso chato, mas é assim que acabamos o ano: tirando o saldo. Fiquei pensando bastante sobre o que esse ano representou para mim e para os integrantes do blog. O engraçado é que pouco me lembro dos detalhes desse ano, eu sou do tipo de pessoa que vejo a retrospectiva feita pela Globo (esse ano teremos a Glória Maria, que looshu!) com espanto, já que levo um susto a cada notícia que tenho certeza de que não havia acontecido, uma loucura. Descubro que pessoas morreram, descubro que houve catástrofes. Acho que sou autista de verdade.

Meu ano pode ter começado com muito esforço, trabalho e sofrimento. Digo isso justamente por causa de um nome, Stevens, a minha orientadora. Alguns de vocês já devem saber por causa desse post aqui (também chamado de Noite Fatídica por fatos que não posso expor aqui) que eu consegui defender minha dissertação de mestrado, meu grande projeto. Consegui! O que eu sinto é que 2010 ficou com tanta pena de mim, do tanto que eu já havia chorado sozinha, do tanto que eu já tinha pensado em desistir que, no fim dele, só houve coisas boas. Até as coisas ruins ganharam novas perspectivas e ficaram boas.Sem contar algumas surpresas que tive, uma em especial fez tudo valer a pena de novo!

Vocês devem estar pensando "Ahhh, o nome dela tinha de ser Polliana mesmo para ser tão otimista assim". Durante toda minha vida eu lutei contra o estigma do meu nome, a eterna otimista (Não conhece a história do livro clique aqui - não sabe que tem um filme também, veja aqui!). Se eu ganhasse um real a cada um que me pergunta se eu já li o livro ou se sou tão otimista quanto a Polliana do livro, eu estaria mais que rica que o Silvio Santos mesmo depois do escândalo do Panamericano. Hoje não luto mais, sou água, acho que me entendo mais maleável. Perdi a intolerância da juventude, talvez. Sou muito mais feliz assim, com o otimismo bobo da protagonista infantil que me doou seu nome.

Quando eu era pequena e tinha até uma amiga imaginária (Luciana, já falei aqui sobre ela), costumava brincar de girar. Pegava Luciana pelos braços e girava até não sentir mais que meus pés tocavam o chão. Depois caía com um sorriso nos lábios, Luciana ao meu lado e uma sensação de leveza incrível. Voltei a me sentir dessa forma. Tenho a leveza que antes parecia apenas uma ilusão. Acho que a crueldade de 2010 me deu mais força, creio que o mesmo aconteceu para todos os componentes do blog. Enfim, o saldo é positivo.

Claro que ainda temos nossas pequenas dores, o Loiro ainda não está em Brasília. Só encontro Marido e Roses em situações bem específicas e marcadas com muita antecedência. Estamos mudando e espero que as mudanças sejam boas para todos. Não quero que vocês, caros leitores blogísticos, pensem que estou em uma fase autoajuda (prestem atenção, agora é tudo junto por causa do novo acordo ortográfico!!!), estou em uma fase feliz, só isso, sem questionamentos, sem impasses, aquela felicidade que eu sentia depois de girar com minha amiga imaginária. A felicidade é simples.

Mesmo que eu tenha andado meio sumida, espero que esse blog prospere! Espero que os integrantes do blog se sintam mais unidos que nunca. Afinal, toda vez que eu me lembro de alguém que eu contaria para sempre, são eles, os integrantes da trindade ovulante. Acho que é isso, que sejam felizes todos!


JOGUINHO FINAL

Claro que um joguinho de fim de ano não poderia faltar. É fácil, se você fosse desejar algo para 2011 para os componentes do blog e os leitores, o que vc desejaria? Eu começo o jogo e quero ver o que vcs me desejam nos comentários.

1. Aline Roses: Desejo mais dinheiro a ela. Muito mais Dinheiro!!! (Sei que ela vai adorar isso)

2. Marido: Desejo um namorado a ele para que ele abandone com Glamour a carreira de planária que eu o passei em setembro!

3. André: Desejo bom humor e um par de amídalas!

4. Kalouro: Desejo uma passagem só de ida aqui para Brasília!

5. Pedro Ivo: Desejo um contador para que ele finalmente organize sua vida financeira e uma cartomante para dar conta de sua vida amorosa!

6. Comentador Fiel: Desejo vida social!

7. Leitores do Blog: Desejo uma farra de coisas boas!

8. A mim: Desejo paz e uma tequila de vez em quando!




MUSIQUINHA PARA DAR AQUELE CLIMA






ÚLTIMA FRASE DO ANO: Morre logo 2010!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

KAty Perry renovada?

Este blog já apresentou as letras de Katy Perry uma vez: Paradigma katyperryano.
Depois de ter beijado uma garota, mas só pra conhecer mesmo; de um esteriótipo de mulher baseado da vontande inconstante de um estigma feminino, o trocar de roupa constantemente, e depois de dizer que o "amor platônico" dela era possivelmente gay porque, dentre várias coisas estranhas, ele lê Hemingway e Fitzgerald....
Katy Perry se rejenerou. Com Firework ela faz uma espécie de letra de música a la Augusto Cury e mostra que todos tem vez porque somos "fogos de artifícios" devemos mostrar do que somos capazes. O video clipe ilustra bem a letra mostrando uma gorda retraida que não se diverte, um(a) jovem com câncer que fica a ver TV, dois filhos sofridos que só ouvem os pais brigarem e um rapaz gay que não pega ninguém na balada e de repente toma coragem e vai e beija o cara desejado. Sim, ela mostra um beijo gay ENTRE HOMENS em seu clipe.
Evoluçãao do paradigma katyperryano? Ou uma estratégia de incluir e causar a la Lady Gaga?
Vale a pena, nem que seja pela batidinha. Gostosinha de dançar e de ouvir sua voz, que por sinal eu adoro!

segunda-feira, dezembro 13, 2010

(priva)CIDADE: Palmas é uma cidade sem privacidade


Peripécias de um calango no cerrado da amazônia legal:


To tentando levar minha vida em Palmas. Nunca imaginei que a capital de um estado pudesse ser tão pequena. Vou contar dois casos que ilustram bem essa cidade.


Quando o Henrique terminou comingo eu tava muito mal e quis espairejar um pouco e entrei no chat da uol. Conversas aqui, conversas ali conheci um rapaz interessante. Fomos pro MSN. Lá descobri que esse cara era super amigo do meu ex, o Henrique e começou a falar mal dele e tudo o mais, contando podres e tudo....


Segundo caso: assim que cheguei em Palmas fui rever meu amigo de Taubaté que está morando aqui. Por meio dele conheci um rapaz que ficou muito a fim de mim. Tentou ficar comigo e eu disse que não queria. Simplesmente não curti o cara. Se não curti não rola, nem beijinho nem nada.... Mas ele por ser parente de ex-governador, políticos importantes e mais empresários se julga a bala que matou Kenedy, a calcinha da Madonna, ou o absorvente da Xuxa. O cara se acha e não gosta de levar fora. Veio insistindo e insistindo até num belo dia.... num desses dias que vc entra no chat da uol, quem estava lá? Quem eu conheci. O dito cujo. A calcinha da Madonna. Ele simplesmente disse que eu estou malfalado na cidade e que ele conhece a Superintendente do Aeroporto no qual trabalho e me avisou que seria melhor eu tomar cuidado com o que eu faço. Vê se pode?


Afff...


Esta cidade é assim: vc termina com seu namorado. A última pessoa que vc quer ver é ele. Adivinha quem você vai ver na fila do Extra, ou na praça de alimentação, ou no barzinho? Justamente ele. Aqui se você sair na rua e não encontrar pelo menos 5 conhecidos é porque você acabou de chegar na cidade. Porque com um mês de Palmas, saindo e vendo pessoas você já conhece todo mundo.


Agora entendo o porquê da seguinte frase: "Você nunca mais vai pegar ninguém depois dessa fantasia". Um colega me disse depois que eu sai pra uma festa a fantasia de halloween na qual só eu e minha amiga e mais umas cinco pessoas estavam fantasiados. Detalhe a festa tinha mais de 100 pessoas.




Cidade pequena mentes pequenas. Cidade provinciana não aguenta pessoas cosmopolitas.

PS: um amigo, que rodou o mundo, acabou de me telefonar dizendo que a dona do condomínio onde ele mora pediu pra que ele saísse e deu um prazo de 15 dias pra ele achar outro local. Motivo: ele é muito pra frente e naquele condomínio só moram jovens estudantes que querem levar a vida a sério. Esse meu amigo tem 24 anos. É professor. Só quer viver a vida dele! Mas aqui? Nesta cidade de mentes vazias e lúgubres?